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    • são
    • 9 Janeiro 2012 editado
     # 1

    olá a todos, desde que perdi o meu pai de forma subita que a minha vida se tornou num pesadelo.
    Eu não aceito de forma alguma a perda, e sinto-me a afundar todos os dias um bocadinho mais.
    Já me "conformei" que preciso de ajuda, pois na ultima crise que tive e que recorri a uma amiga tomei alprozolam (julgo ser este nome), que confesso acalmou um pouco.
    Ando a adiar a ida a um psicologo/psiquiatra, tentando convencer-me que já passou e estou bem, que uma noite de sono ajuda, mas não ajuda, porque ou não durmo ou então não consigo sair da cama. Acho que a vergonha é um motivo que me está a condicionar..o facto das consultas serem caras também, o não conhecer ou ter refereências de ninguem tambem é uma condicionante pelo qual não avancei.
    Andei a pesquisar e li que a erva de sao joao ajuda nos casos de depressão..
    Alguem já tomou?...tenho um medo terrivel de andar dopada todo o dia ate porque tenho um menino pequeno..
    Preciso mesmo de ajuda... alguem com boas referencias de um psicologo/psiquiatra?
    obrigado

    • CSJ
    • 9 Janeiro 2012
     # 2

    são, é melhor indicar em que zona do país procura o psicologo/psiquiatra :wink:

    Não tenha medo ou vergonha de consultar um. São profissionais, estão lá para a ajudar e não para a julgar :wink: Muita força!

    • são
    • 10 Janeiro 2012
     # 3

    olá CSJ, obrigado pela força....
    Tenho preferencias pela margem sul, tipo barreiro e arredores.
    Eu bem que tento não ter vergonha... mas sinto que vou ser julgada, principalmente pelas pessoas de familia, tipo olha tá a ficar maluquinha... e o pior é que nunca fui pessoa de me preocupar com o que os outros pensam, porque é que agora lhe dou tanta importancia?
    Farto-me de falar com o meu marido, mas a coisa fica sempre no "ar". Acho que ele tb não sabe como me ajudar, mas tb não me tem "incentivado" a avançar para medico. È ai que as duvidas aumentam...não tenho sequer capacidade de tomar uma decisão tao basica como marcar consulta, apesar de ter discernimento que preciso de ajuda.
    O medo é tanto que me congela, agora medo do que? sei lá, so sei que me deixa incapacitada.
    Espero que tenha referencias de alguem.
    Já agora como decido se devo ir ao psioclogo ou psiquiatra? Sei que só o psiquiatra pode passar medicamentos, mas eu queria mesmo evitar tomar algo.
    Será que só falando com o psicologo consigo melhorar? È que flar já ue me farto de fazer..
    Acho que me sinto ceptica na cura pela fala, no contar coisas do meu intimo a alguem que não conheço.
    Basicamente estou toda confusa.

    • Ben
    • 11 Janeiro 2012
     # 4

    Olá São antes de mais não está sozinha. Também perdi o meu pai há dois anos na noite de ano novo sem que nada o fizesse prever. Do dia para a noite cheguei a um ponto em que nem conseguia sair da cama (literalmente) com um medo terrível de qualquer coisa, que eu nem conseguia identificar. O medo era tanto que eu pura e simplesmente desisti de tentar sair de casa. Antes deste episódio (grave) já estava depressiva há algum tempo.. o que quero dizer é que por vezes nós sentimos-nos tristes, é normal. Mas as pessoas com depressão (e dentro da depressão existem várias causas e tipos) a tristeza é quase uma companheira ... passamos a viver com ela, a lidar com ela , etc... o problema é quando essa tristeza se transforma num medo quase irracional de tudo e tal como lhe acontece a si, eu também deixo de conseguir tomar decisões, mesmo as básicas como alimentar-me. Por isso há 8 meses comecei a fazer psicoterapia . Não lhe vou dizer que hoje tudo é mais fácil, porque estaria a mentir, mas aprendi a lidar com as minhas fases e principalmente os meus medos. Até então nunca tinha necessitado de medicação (excepto numa crise ou outra tomava qq coisa para dormir) mas há um mês fui parar às urgências psiquiátricas porque simplesmente deixei de conseguir fazer o que quer que fosse ... e é aí que se sente a diferença ... ao passo que no passado não teria procurado ajuda e quem sabe no estado que estava poderia ter tentado contra a minha vida, quando percebi que já não estava a conseguir lidar com as minhas emoções fui humilde e pedi ajuda.. Esqueça os complexos de termos vergonha de falar para alguém que não conhecemos, isso não existe dentro dos consultórios. Pode é sentir ou não empatia com o terapeuta ou psiquiatra... mas assim que cria empatia vai construir uma relação de confiança fantástica. Foi o que aconteceu comigo e com a minha psicoterapeuta.. Por isso tenho boas noticias para si.. isso que sente é normal, é um ser humano e há coisas na vida que precisamos de ajuda para perceber, viver e ultrapassar por isso seja boa para consigo mesma e marque o quanto antes uma consulta. Não fique à espera de receber compreensão de quem não percebe desta doença, isto é, se a própria São não sabe o que deve fazer imagine o seu marido.. ele não sente o que você sente .. mas acredite que quando tomar o passo de pedir ajuda, se ele for seu amigo como me parece irá acompanha-la nessa jornada e a própria psicoterapia vai ajuda-la a perceber o que sente e também a explicar aos que a rodeiam o que se passa consigo, seja também paciente. A minha psicóloga neste momento dá consultas em Lisboa, numa universidade ou seja, eles lá praticam preços ligeiramente diferentes. Se poder comprovar que tem um rendimento baixo consegue ter consultas a 4 euros, se assim n for o preço das consultas é trinta euros. Ela é fantástica e está inteiramente ao dispor de quem precisar dela. Se estiver interessada deixe-me uma mensagem que eu dou-lhe os contactos. Um beijinho de força e coragem e conte comigo para qualquer coisa ou dúvida
    Brenda Cunha

    Brenda Cunha

    • aifc
    • 13 Janeiro 2012
     # 5

    olá. apenas tenho 24 anos e estou com depressão sériahá alguns anos. a verdade é que tentei de tudo e nada me ajudava nesta luta que até hoje foi inglória.
    no centro de saude fui mal medicada,o que fez com que passasse por um descontrolo emocional ainda pior.
    FINALMENTE, dirigi-me à clinica de saude mental do porto. sou acompanhada na ala de psiquiatria. é uma doença de luta, e o primeiro mês é um desafio! já estou em 4 meses de tratamento e os resultados são optimos. recuperei mts das caracteristicas positivas que julgava perdidas. um bom acompanhamento por profissionais sérios e a medicação certa ajuda mt mesmo! pelo menos, em 4 meses mt coisa mudou,ainda há mt para lutar, mt a conquistar, mas neste momento sinto me bem melhor, e posso dizer que consigo me sentir feliz!

    • pax
    • 16 Janeiro 2012
     # 6

    óptimo! Muita força1

    se quiser passe em clix.forumeiros.net

  1.  # 7

    Depressão é falta de exercício dos neuronios , devido a correria, pressão, e agitação, e o sedentarismo, há uma desorientação mental, tem que fazer exercicios fisicos, andar de bicicleta, dar um monte de voltas na praça, e descobrir como é que a nossa cabeça pensa, qual é a inclinação dos pensamentos, acaba totalmente a serotonina, a sensaçao de prazer natural próprio do corpo humano.

  2.  # 8

    Ao pessoal da ala da psiquiatria, tudo que se passa na nossa vida quem comanda é o cerebro, através dos nossos pensamentos, se aprender mos a contestar os pensamentos de catastrofisação, um pensamento bom contra um pensamento mal, infelizmente temos que aprender deletar as informaçoes ruins, esquecer o passado, e lutar e colocar coisa boa na nossa mente, fazer leituras de auto ajuda , ajuda um pouco, mudar de ar, fazer mudanças dos objetos da casa, tirar o cheiro de velhice do espaço onde vive, quando vamos dormir, programar a nossa mente com coisa boa

  3.  # 9

    Olá São

    Só quem passa por uma perda sabe a dor que sente. Mas pense que embora muito se fale se é verdade ou mentira, acho que ninguém nunca saberá a verdade, o seu pai não quer de certeza que esteja assim. Tente reagir, por si pela sua familia que tanto precisa de si. Procure diariamente momentos calmos e aí sim pense no seu pai, chore enfim...mas deixando essse momento, tente ao máximo distrair-se com tudo o que a vida tem de bom, aproveite para sair, mudar de ares, etc. Comigo o simples facto de passear à beira mar, ir ao cinema ou almoçar fora de vez em quanto ajuda, acredite que ajuda
    Força,
    Fique bem

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