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olá.
neste momento encontro-me numa luta intensa com a minha depressão. agora estou medicada as mudanças foram mts, sinto-me mt mas mt melhor, mas a verdade é que há momentos em que eu mesma consumo a minha alma. e há algo que não consigo falar com o meu psiquiatra e recorro a vocês, esperando uma ajuda, um conselho ou troca de experiências.
A minha vida está estagnada, se há dias que me apetece lutar, outros só me apetece dormir. sou gorda, e sofro imenso com isso, sempre em dietas, não nada de maluco, mas sempre na luta para emagrecer, sofro mt com comparações, não consigo ter amor por mim nem confiança. acho-me bonita se olhar para o meu rosto, o meu corpo ignoro, não consigo olhar, nem vestida nem nua. e todos osdias sofro com isso. sinto-me menor, menos atraente, e acho que o meu namorado não me acha atraente, não sei...é uma dor horrivekl, dilacerante.
por outro lado, tenho tão pouca confiança em mim que o abafo o sufoco, porque tenho medo de o perder, de sofrer, e que ele fique com alguem mais bonito e mais magro. parece uma idiotice, mas é o que sinto e doi de uma forma horrenda, sinto me horrivel, não me apetece sair de casa, tenho mt vergonha.
alguma dica para recuperar aminha auto estima, ou algum conselho?
obeigada
Um conselho que eu deixo aqui escrito...não se entregue aos medicamentos porque é a maneira mais facíl de lidar com a situação...estou no meio de uma e disse basta!!!!sou mais forte do que isto..ocupe a sua mente com outra coisa...desporto,cinema e procure sempre ajuda diante dos amigos,porque o falar com outras pessoas é bastante importante!!!!Felicidades e tudo de bom!!!!!!
desde já agradeço a resposta!
Sim é verdade que é o caminho mais fácil, mas acredito que seja o primeiro passo.
Tenho feito exactamente isso, procurar conforto nos meus amigos, mas este lado frágil eu n consigo revelar a ninguém, daí vir aqui desabafar.
É preciso uma força mt grande para conseguir ocupara mente com hobbies, mas hoje mesmo procurei algumas coisas que me podem ajudar a ocupar a mente, vamos ver se consigo vencer esta guerra:)
Olá sou a Carla tenho 36 anos, sou casada á 16 e tenho duas filhas de 12 e 15 que são a razão do meu viver.
Não sei ao certo quando deixei de ser eu, era uma pessoa que gostava de conviver, sair, animada, sempre sorrindo e agora já lá vão o tempo.
Sempre pensei que conseguia superar e que amanhã seria um dia melhor, mas foram passando os anos e cada vez as crises eram uma constante, até que hoje já não sei o que fazer.
Isto começou quando casei, fui morar a 21 km onde vivi desde que nasci, onde não conhecia ninguém, onde não tinha amigos, onde tinha apenas a sogra para dar cabo da cabeça, o meu marido trabalhou de noite 9 anos, e eu ficava sozinha, depois com o nascer da nossa primeira filha fiquei tão absorvida e tinha uma companhia pequenina que o tempo foi passando, passado 3 anos nasceu a mais pequena e acabou por acontecer o mesmo, mas nessa altura eu era mais autónoma, eu ia para todo o lado com as minhas ou sozinha e como o meu marido precisava de descansar não andávamos muito juntos.
Mas um dia como tantos outros, pedi-lhe como sempre para ficar com a meninas que ia ás compras e ele resolveu também ir e a partir daí sempre foi assim, e ainda hoje é, acabei por ficar muito dependente dele, mesmo as minhas filhas dizem que quando ele não está ou vai andar de bicicleta ou á pesca eu simplesmente não saio.
Depois optei por trabalhar, e consegui o meu atual trabalho na terra onde nasci (pois acabei por não dizer que detesto o sítio onde vivo) no qual fiquei afetiva, mas quando a minha mais pequenina entrou na escola o meu marido convenceu-me a pedir transferência e ficar perto de casa e assim poder dar uma melhor assistência as minhas filhas.
No primeiro dia de trabalho fui logo insultada, pois embora casada com um filho da terra não passava de um alvo a abater, e daí para a frente desde gritos, queixinhas as chefes foram uma constante, que acabei por cair em depressão.
Estive algum tempo de baixa e acabei por resolver voltar para o meu antigo trabalho e o meu marido também abriu um negócio de hotelaria na mesma zona, só faltava resolver a questão da escola das meninas, falamos com elas e decidimos virmos todos para cá mas continuando a morar no mesmo sítio.
Quando regressei ao meu antigo trabalho, deixei logo a medicação pois sentiam-me bem não havia razão para continuar, mas de vez enquanto tinha uns altos e baixos mas ia conseguindo dar a volta.
No outro dia discuti com o meu marido pois ele só tem o domingo de folga, é o único dia que temos para estar todos juntos, e ele além de sexta jogar futebol até ás 00.00 no sábado de tarde, que dantes vinha a casa agora vai andar de bicicleta e agora aos domingos quer ir á pesca o dia todo, e apenas perguntei quando é ia-mos estar juntos e ele respondeu que já sabia que eu ia chatear-me porque ele não pode fazer nada que eu não deixo, e que ia dizer aos amigos que ia deixar de fazer essas coisas por minha causa, e eu sinto-me culpada, frustrada que só faço mal ás pessoas.
Ele diz que eu não saio mais vezes e não faço mais coisas é porque não quero, eu durante a semana é complicado é casa trabalho, ir buscar/levar as meninas á escola, levar/buscar à explicação depois ir para casa fazer jantar e outras coisas mais, e quando dou por mim já é tardíssimo, e ao sábado fazer limpeza para no domingo ter tempo para nós, e no fim…
Agora só me apetece chorar, desaparecer, dormir, não ver ninguém, que ninguém dê pela minha presença, não tenho vontade de sair, nem ao supermercado eu consigo ir, arranjo sempre maneira de alguém ir por mim, e trabalhar é um tormento, ver pessoas, depois olham para mim, estão sempre a perguntar "estás bem, dormis-te bem, doi-te a cabeça pois tens os olhos inchados, etc".
Ter que rir com vontade de chorar, para não perceberem o meu sofrimento.
Eu sei que tenho de pensar nas minhas filhas, mas já não tenho forças para continuar.
O QUE FAÇO? COMO RESOLVER? COMO DEVO AGIR? COMO TIRAR ESTA ANGUSTIA, ESTA DOR, ESTE SOFRIMENTO DENTRO DE MIM?
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