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    Na madrugada do dia 11 de Janeiro de 2011 acordei com uma forte dor do lado do rim esquerdo, que me fez ir de urgência para o Hospital. Dado que vivo muito perto da CUF Infante Santo, desloquei-me a este hospital.

    Cheguei por volta da 01h30 da manhã. Após ter dado entrada pelo Atendimento Permanente, fui atendido dois minutos depois (felizmente apenas estava uma pessoa à minha frente) pela médica de serviço, Dra. Maria Assunção Real, que rapidamente me diagnosticou uma cólica renal (para quem nunca teve, apenas digo que é das PIORES dores que alguém pode sentir na vida. É mesmo muito mau). Fui encaminhado para o S.O, onde permaneci até às 18h desse mesmo dia. Neste espaço de tempo fiz um TAC, Raio X e análises ao sangue.

    Por volta das 16h desse dia, entrou no quarto onde eu estava o Dr. Cabrita Carneiro, médico urologista. Após ter consultado todos os exames que fiz disse que eu tinha uma pedra no rim (1 cm) que estava a entrar nas vias urinárias, daí a cólica renal. Teria de ser operado para a remoção da pedra logo que possível. Deu-me a opção de passar essa noite no hospital e ser operado a meio da tarde do dia 12 de Janeiro, ou, dado que tinha recuperado e estava praticamente sem dores na altura, ir para casa, preparar as coisas para o internamento e voltar no dia a seguir, de tarde, e ser operado ao início da noite. Dadas as opções escolhi ir para casa e voltar no dia seguinte.

    Na hora combinada (17h) do dia 12 de Janeiro, dei novamente entrada na CUF Infante Santo, secção A (Consultas/Internamento). Após as formalidades de admissão para internamento terem sido tratadas fui conduzido ao quarto (single) para me preparar para a operação.
    Infelizmente, embora a operação estivesse marcada para as 19h desse dia, só entrei no bloco operatório às 23h35, dado que o Dr. Cabrita Carneiro teve de operar duas pessoas de urgência (não programadas) e, como tal, tive de aguardar, logicamente.

    A operação em si mesmo durou um pouco menos de uma hora. Consistiu na extracção endoscópica do cálculo, ou pedra no rim. Ou seja, colocaram-me um tubo pelo pénis acima, com um laser na ponta, que, ao encontrar o cálculo, desfê-lo em pedaços. Com esta técnica elimina-se a necessidade de qualquer tipo de incisão exterior ao paciente.
    Quando acordei, tinha uma algália colocada, mas felizmente a mesma foi-me tirada algumas horas depois.
    Neste momento estou em recuperação, sendo que, embora não tenha dores, ainda urino bastantes vezes e em algumas delas ainda sai algum sangue, o que segundo o médico é normal acontecer.

    Quando às condições de internamento e ao pessoal médico, destaco o seguinte:

    - Dr. Cabrita Carneiro: Tratou-me de forma excepcional. Desde a forma como me aconselhou com a operação, às visitas antes e depois da operação, à disponibilização do seu contacto pessoal para quando eu precisasse, fiquei muito bem impressionado com este médico.

    - Enfermeiros e restante pessoal auxiliar: Com uma excepção, todos os com quem eu me cruzei foram bastante atenciosos e acessíveis, especialmente a enfermeira-chefe (diurna) do piso onde eu estive internado. Relativamente à excepção (uma das enfermeiras do período nocturno), não tendo sido antipática, também não se mostrou acessível por aí além.

    - Quarto: Com boas condições, tendo em conta que estamos a falar de um hospital privado. Dado que tenho muita dificuldade em adormecer em locais onde há ruído ambiente, o facto de ter ficado instalado num quarto só para mim foi muito importante. Uma verdadeira mais-valia.

    - Refeições: Tirando o pequeno almoço, que achei algo pobre (e o pão era sempre muito seco), fiquei agradavelmente surpreendido com o restante das refeições, que no seu global foram de boa qualidade.

    Em resumo, fiquei muito agradado pela forma como fui tratado na CUF Infante Santo. Receber um tratamento verdadeiramente humano é sempre importante, ainda para mais em situações de urgência, como neste caso.
    Se já tinha boas impressões da CUF Infante Santo, ainda mais satisfeito me sinto, agora, por ter escolhido este hospital para tratar do problema que me surgiu.

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