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Boa tarde,
Saúde para todos.
Tenho um familiar próximo que sofre de insuficiência cardíaca com função ventricular esquerda severamente deprimida, ventrículo esquerdo muito dilatado, sofreu vários enfartes miocárdio, tendo inclusivamente a descendente anterior ocluida, tem as válvulas com focos de cálcio, tem diabetes tipo II descontroladas.
Esta pessoa continua a fazer, o que para ele acha melhor, vive com arrogância, só lhe apetece comer e beber o que não é adequado e que eu lhe tenho de confeccionar.
Venho de uma depressão causada pela referida arrogância, tenho de viver com este familiar.
Como posso enfrentar tudo isto emocionalmente?
Bem, antes de mais, como os médicos deve lhe ter dito e como mesmo um leigo percebe pelo que acabou de dizer, essa pessoa está em alto risco cardíaco, não apenas pelos antecedentes, mas também por não controlar a Diabetes nem a alimentação.
Presumindo que se trata de uma pessoa adulta e capaz, se sabe os riscos que corre, acho que não há muito que o José possa fazer. Eu sei que custa, mas tente se abstrair dos problemas, passar menos tempo em casa e mais com amigos ou noutra actividade qualquer. Não se deixe voltar a deprimir. Se fez fez o que estava ao seu alcance para mudar o comportamento do seu familiar e se não conseguiu, a culpa não é sua. Não podemos obrigar os outros a mudar, mesmo que seja para o bem deles. Força!
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Muito obrigado.
Agradeço do fundo do coração as palavras que me foram dirigidas.
O familiar a que me refiro é o meu pai, tem setenta e oito anos, eu tenho trinta e sete.
Estou subjugado a uma dependência económica, sou vigiado constantemente, a minha auto estima é atormentada a todas as horas e por não ter alternativas penso a qualquer momento deixar que a minha fraqueza emocional se transponha e me leve deste mundo para outro.
Tenha calma. Lembre-se que, por mais obstáculos que lhe apareçam à frente, só depende de si arranjar uma forma de os contornar. E para isso não precisa de mais nada além da sua vida.
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