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Tenho dois lindos filhos, um casamento estável e um emprego razoável. O meu marido também trabalha e temos uma boa casa. Tenho alguns problemas de saúde que me levam a tomar medicação diariamente e com os quais tenho de ter algum cuidado. As minhas gravidezes foram de alto risco. Quando nasceu a minha filha pus o DIU mas, um belo dia, ele saiu por si e desde aí temos usado o preservativo. Acontece que um dia o preservativo rebentou mesmo na hora H e, como precaução, tomei a pílula do dia seguinte. Os dias foram passando e nada de vir a menstruação. Fiz um teste e, para grande choque nosso, estava grávida. Dirigi-me ao centro de saúde da minha zona e disse que não sabia o que fazer porque o meu médico estava de férias e tinha medo que a minha medicação prejudicasse o feto e também estava a pensar em fazer IVG porque não sabia de quanto tempo estava e a medicação que tomo faz mal ao feto. Aconselharam-me a ir às urgências para ver se estava tudo bem e expôr o meu caso. Assim foi; fiz triagem e mandaram-me falar com uma médica, muito simpática, que me deu duas cartas, uma para as consultas de alto risco( caso quisesse seguir com a gravidez) e outra para o bloco de partos( para o obstetra avaliar a minha situação). Cheguei ao bloco de partos às 9 da manhã e só fui atendida às duas da tarde por um médico extremamente rude que assim que viu na minha ficha que estava considerar fazer IVG mandou-me ir ao médico de família e disse que o meu caso não era nada urgente. Disse também que a gravidez estava muito no início e que nem sabia se ela ia durar muito. Disse-lhe que dedes que tinha feito o teste tinha deixado de tomar a medicação mas nem me deu muita hipótese de falar porque mal acabou de fazer a ecografia saiu porta fora e deixou-me sozinha. Neste momento estou de 8 semanas e vou daqui a pouco outra vez ao hospital para insistir na IVG. Tenho medo e até sinto vergonha. Parece que é crime mas nós não temos condições para ter mais uma criança. A medicação que eu tomo pode provocar alterações genéticas. Tive pré-eclâmpsia das duas outras vezes. O meu marido está do meu lado mas nós não sabemos o que fazer.
é mt triste chegarmos a um sitio onde pensamos que vamos ter alguem que nos ajude e nos compreenda e levamos com uma pessoa má,que nem sequer nos olha nos olhos e parece que esta a falar com uma criminosa... pois e acnteceu isso comigo,tomei a decisao de fazer uma IVG,como nao sabia o onde me dirigir,fui a uma urgencia,fiz uma eco foi detectada a gravidez de 7 semanas,doeu-me o coraçao quando o medico virou o monitor para mim e disse; "esta a ver? aquilo é um coraçao de um ser vivo a bater,o seu filho".
é muito triste ouvir isto quando estamos perante uma situaçao destas...
Vou fazer uma IVG medicamentosa,sexta-feira vou tomar o primeiro medicamento,estou assustadissima,tenho medo das dores e da hemorragia,ter de recorrer a uma urgencia e nao ter a quem pedir ajuda,pois ainda moro com os meus pais e nao quero que saibam de nada...
desejo muita força a todas as mulheres que passam por isto,é mt triste...
Cara Creolina, supostamente deveria ser orientada para uma consulta de avaliação, nao é o termo certo mas penso que compreende, e entre vários profissionais um seria um psicologo(a).
O que tendo em conta a sua situaçao será a pessoa indicada para: 1) perceber seu estado emocional; 2) encaminhar o seu caso para médicos das várias especialidades que sejam necessários.
Aliás, aconselho a que exija ser atendida nestes termos. Mesmo que no seu centro de saude nao disponham dessa equipa, certamente que no hospital encontra.
Faça questão de ter aquilo a que tem direito.
Se por acaso for do porto, diga qualquer coisa e talvez consiga encaminhá-la.
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